A epidemia de cólera se alastra pelo Nordeste depois de ter contaminado esgotos, canais, açudes, rios e praias. As autoridades suspeitam que a doença deve estar mais avançada do que mostram os relatórios e pode se tornar endêmica na região por falta de saneamento básico. Há 137 anos, uma epidemia semelhante matou 78.833 pessoas. O combate à cólera começou atrasado e a estratégia de prevenção, pelo menos em Pernambuco, não deu certo. Quando se descobriu a existência de dois casos em Bezerros, próximo a Recife, o vibrião colérico já contaminara o Rio Ipojuca e ameaçava a capital (JB).