AERONÁUTICA FAZ COMPRA CLANDESTINA

Uma importação clandestina de equipamentos norte-americanos de alta tecnologia pela Aeronáutica foi a saída encontrada pelo governo brasileiro para furar o bloqueio das grandes nações à compra de materiais de ponta pelo Brasil. O bloqueio, principalmente por parte dos EUA, vem impedindo que a Aeronáutica avance na pesquisa de enriquecimento de urânio com raio laser, o que os oficiais superiores da Força Aérea consideram ser o futuro da área nuclear. Com as dificuldades para a compra de componentes como rotores, por exemplo, para desenvolver pesquisas no Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos (SP), a Aeronáutica, com o conhecimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), conseguiu adquirir equipamentos nos EUA em nome de terceiros. Foi nomeado um especialista norte-americano para fazer as compras. Para o transporte, a Aeronáutica enviou um Hércules, avião de carga, alegando necessidade de manutenção da aeronave, que voltou com os equipamentos diretamente para São Paulo. Coordenador no governo Figueiredo do Programa Nuclear Brasileiro, o general Danilo Venturini disse que teve conhecimento da nomeação de um especialista norte-americano pelo governo brasileiro para a compra clandestina de materiais sofisticados dos EUA, mas afirmou não conhecer detalhes da operação nem as pessoas envolvidas (JB).