ONGS RECLAMAM DA POUCA PARTICIPAÇÃO

As regras mais liberais adotadas pelo PrepCom (Comitê Preparatório da Rio-92) sobre a presença das Organizações Não-Governamentais nessa fase final dos trabalhos não satisfizeram a sede de participação das ONGs, que continuam reclamando da falta de democratização das discussões. Ao contrário das três sessões anteriores, dessa vez as ONGs podem participar das reuniões de negociação das delegações governamentais, mas sem direito a se pronunciar. Eles se queixam de que a conquista foi anulada pelas fortes restrições à movimentação de seus delegados no prédio da ONU, em Nova Iorque (EUA), o que não aconteceu nos encontros anteriores. A principal reclamação das ONGs refere-se ao fato de que seus representantes não poderão circular entre as salas de reuniões para obter documento ou trocar idéias com os integrantes das delegações oficiais. Após os protestos, a direção do PrepCom tomou algumas medidas para facilitar o trabalho das ONGs, como a instituição de bilhetes que permitem acesso de seus representantes a determinados locais. Dos quase mil delegados de ONGs que se credenciaram para participar dessa última reunião do PrepCom, 19 são do Brasil. Quatorze são do Fórum de Organizações Brasileiras para a Rio-92, que congrega centenas de entidades, dois da Fundação SOS Mata Atlântica, um do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), um do Serviço Paz e Justiça, e um do ICASE, um instituto paulista dedicado ao problema ambiental (JB).