O governo vai passar aos ministros de Estado o poder de controlar os gastos previstos no Orçamento Geral da União para 1992. Cada Ministério receberá um volume global de recursos a cada três meses e aplicará nos programas que desejar. A arrecadação prevista no Orçamento aprovado pelo Congresso é de Cr$150,8 trilhões. O governo prevê que, na realidade, vai arrecadar Cr$117,4 trilhões. Cada ministro poderá cortar os recursos de um programa e cumprir integralmente outros, de acordo com critérios próprios-- inclusive eleitorais. Os recursos a serem repassados para cada Ministério será definido trimestralmente pelo Ministério da Economia. Até o ano passado, a decisão sobre os cortes na execução de programas era do Ministério da Economia. Neste ano, de todas as receitas que forem arrecadadas o Tesouro Nacional pagará primeiro as dívidas interna e externa. O que sobrar será repassado aos Ministérios (FSP).