Segundo as informações, todas as decisões sobre a continuidade do projeto militar da Serra do Cachimbo foram tomadas durante o governo Figueiredo. No final de seu mandato, ele mantinha contato direto com o brigadeiro Hugo de Oliveira Piva, que era, na época, o diretor do Instituto de Atividades Espaciais (IAE), órgão subordinado ao CTA, localizado em São José dos Campos (SP). Além de Piva (que atualmente é diretor do CTA) e Figueiredo, somente mais três ministros tinham conhecimento do assunto: Délio Jardim de Mattos (Aeronáutica), Octávio Medeiros (SNI) e Danilo Venturini (Gabinete Militar e membro do Conselho de Segurança Nacional-CSN). As perfurações iniciadas há alguns anos na base do Cachimbo em busca de
4530 áreas propícias para a construção de covas foram efetuadas com o aval de
4530 Figueiredo. Anteriormente, as Forças Armadas mantinham essa área somente
4530 como auxílio ao vôo. Mas na gestão Figueiredo, a Aeronáutica, amparada
4530 em um decreto do presidente Ernesto Geisel (na década de 70), ficou com o
4530 encargo de tocar esse programa nuclear paralelo (FSP).