O governo decidiu excluir as ONGs (Organizações Não-Governamentais) da gestão do Programa Piloto para Proteção de Florestas Tropicais, projeto que em cinco anos receberá US$1,5 bilhão dos países ricos integrantes do Grupo dos Sete (G-7). O acordo foi negociado pelo Brasil com o BIRD (Banco Mundial) e com a Comunidade Européia. A comissão interministerial preparatória do decreto que cria o grupo para gerenciar o programa encaminhará a minuta do texto ao presidente Fernando Collor defendendo que os recursos sejam geridos apenas por integrantes do governo. No projeto original, a comissão seria formada por representantes do Ministério da Economia, Secretaria de Desenvolvimento Regional, Itamaraty, SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), Secretaria Nacional de Meio Ambiente e dois representantes das ONGs. "Ou participamos da gestão do projeto ou faremos tudo para que ele não ocorra", reagiu a antropóloga Mary Alegretti, do IEA (Instituto de Estudos Amazônicos) (O ESP).