O ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra, foi indiciado ontem pelo delegado da Polícia Federal em Brasília (DF), Nício Lacorte, no inquérito que apura irregularidades na FNS (Fundação Nacional de Saúde). Ele é acusado de crime de prevaricação, com base no artigo 317 do Código Penal, que prevê pena de três meses a um ano de prisão, além de multa, para quem retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse ou
45271 sentimento pessoal. O depoimento do ex-ministro demorou oito horas. Além de interrogatório, Alceni foi submetido a acareação com a ex-presidente da FNS, Isabel Stéfano, e com o ex-interventor na Fundação, Oswaldo Cevoli. Isabel Stéfano sustentou que encaminhara a ele, em novembro, cópia de uma auditoria que apontava 15 irregularidades em processos de licitação realizados pela FNS. O ex-ministro insistiu em que não havia recebido o documento. O delegado Lacorte, porém, ficou convencido de que Alceni só resolveu agir quando as irregularidades já se haviam transformado em escândalo na imprensa. O ex-ministro está sendo defendido pelo advogado Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça no governo Sarney (O ESP).