O presidente José Sarney incluiu na segunda versão do Plano de Metas a instalação de uma ferrovia de 1500 km ligando o Município de Acailândia (no complexo Carajás, no Maranhão) a Anápolis, em Goiás. Com isso, o governo pretende interligar o sistema ferroviário sudeste/centro-oeste com o norte/nordeste. O outro objetivo é, segundo o ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, ligar os complexos Carajás/Acailândia e o de Vitória/Minas Gerais (rota do minério de ferro). A ferrovia, de acordo com Reinaldo Tavares, cortará todo o cerrado onde se encontram áreas agricultáveis planas e reduzirá em US$1 bilhão os custos de exportação. Para a construção da ferrovia será criada uma empresa, que terá, além da assistência técnica e "know how" da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), a participação, como acionistas, de produtores, fornecedores de equipamentos ferroviários, transportadores rodoviários de carga, empresários da construção e bancos (JB).