O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Nilo Batista, quer caracterizar como genocídio a violência sofrida por famílias de posseiros da Fazenda São Bernardino, em Nova Iguaçu, que no último dia 11, tiveram suas casas destruídas, foram espancados e um deles assassinado a pauladas (ainda teve um de seus olhos arrancados a faca), por 15 homens encapuzados. Estão alojadas naquela área 109 famílias. Os líderes do grupo suspeitam de quatro pessoas: do prefeito Paulo Leone, que há um mês teria mandado seguranças do município ameaçarem os posseiros; de Jordão Pinheiro, que se diz despachante e no último dia 9 foi duas vezes a Fazenda São Bernardino alertar o grupo para deixar a área; de Laerte Minuano, que se identifica como delegado da Polícia Federal e é grileiro na área do major Américo, também "grileiro". Os posseiros não descartam a hipótese da ação ter sido organizada a mando dos descendentes da família Jácomo Gavazzi, que querem reaver a fazenda, desapropriada pelo município em 1976, e que teriam entrado na Justiça com uma ação de reintegração de posse do imóvel (JB).