O ex-presidente Jânio Quadros morreu ontem, aos 75 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após três anos muito doente, devido a três derrames desde 1989. Seu corpo está sendo velado na Assembléia Legislativa e o sepultamento será hoje na capital paulista. Internado há 13 dias, Jânio sofreu múltiplas lesões cerebrais e teve sua função respiratória gravemente comprometida. O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), decretou luto de três dias e determinou um cerimonial com honras de chefe de Estado para o ex-presidente. Todas as despesas correrão por conta do governo paulista. Fenômeno eleitoral, Jânio foi, sempre pelo voto, vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito (duas vezes), governador e presidente da República. O "homem da vassoura" elegeu-se presidente em 1960, com 48% dos votos úteis. Mas, após sete meses, as resistências-- que chamou de forças terríveis e de "forças ocultas"-- o levaram à renúncia (O Globo) (JB).