BRASILEIROS QUE TRABALHAM NOS GARIMPOS SÃO 217 MIL

Ele tem em média 30 anos, provavelmente nasceu numa cidade do interior do Maranhão, foi agricultor e voltaria à atividade agrícola se conseguisse ganhar os quatro salários-mínimos que consegue, hoje, em algum canto da Amazônia. É semi-analfabeto, já teve pelo menos uma malária mas não se assusta com esta ou outras doenças. Esse homem pode ser encontrado em qualquer um dos 1.251 garimpos espalhados pelos estados do Pará, Rondônia, Roraima, Amazonas e Amapá. Um ano depois de iniciar as pesquisas de campo, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) concluiu o primeiro censo do garimpo realizado no país desde a explosão da atividade, no final da década de 70. A população garimpeira, na Amazônia, é formada por 217 mil homens em atividade mais uma média de 110 mil temporariamente paralisados, que são os garimpeiros em trânsito, em viagem, doentes ou em convalescença. Dos brasileiros que garimpam na Amazônia, 27% se declaram analfabetos e 68% só cursaram o 1o. grau. Mas pelo menos 6.147 pessoas de formação universitária-- que correspondem a 1,88% da população garimpeira na região-- também abandonaram os centros urbanos para se aventurar em busca do ouro (O Globo).