CUT ELABORA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Pela primeira vez, em oito anos de existência, a CUT (Centra Única dos Trabalhadores) decidiu fazer um planejamento estratégico. A primeira parte do trabalho já está concluída e consistiu em diagnosticar os chamados nós críticos, que concorrem para a lentidão, a desarticulação e a ineficiência da entidade, na avaliação de seus integrantes. A idéia é provocar mudanças na imagem, na estrutura burocrática e na própria ação política. Fortalecidas pelo fato de o planejamento ser a única proposta que tem apoio unânime dos 18 grupos e dissidências políticas que se abrigam na entidade, as análises mostram que o apego exagerado ao poder é um problema dos atuais dirigentes. Assim como o despreparo teórico dos sindicalistas e a tendência de agir improvisadamente. O vício político do personalismo, como se sindicalismo servisse a propósitos eleitorais, é outra barreira para que o trabalho da CUT se desenvolva. Os grupos formados para estudar o assunto começam agora a propor saídas para a CUT, com prazos de aplicação que irão de alguns meses até cinco anos ou mais (O ESP).