O Ministério da Saúde estima que a infecção hospitalar tenha atingido um milhão de pessoas em 1991, causando 50 mil mortes. O custo disso está na ordem de US$500 milhões. No Rio de Janeiro-- onde, segundo o presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina), Laerte Vaz de Melo, a infecção hospitalar pode estar fazendo mais vítimas do que no resto do país-- uma simples internação pode representar o passaporte para a infecção. Sem nenhuma espécie de controle, hospitais e casas de saúde se transformam em fábricas de doentes. O que existe é uma guerra silenciosa em que a vítima é o paciente e muitas vezes os médicos, enfermeiros e assistentes são aliados do inimigo: por não lavarem as mãos, muitos desses profissionais transportam bactérias para um paciente debilitado, provocando nele as mais diversas infecções. No hospital estadual Getúlio Vargas, por exemplo, não há sequer sabão e toalha de papel para os profissionais, muitos dos leitos não têm lençóis e gatos estão constantemente em contato com os pacientes (O Globo).