ENTIDADE DESCONHECIDA VENDE AMAZÔNIA NOS EUA

Deu no "New York Times". Uma fundação brasileira de nome inglês, a Amazonas Forever Green, publicou anúncio buscando parceiros interessados em adquirir grandes trechos da Amazônia. Ela se diz conservacionista e dona de 260 mil acres na região-- o equivalente a 104 mil hectares. Quer sócios para lotes de 12.500 a 500.000 acres, colados aos dela. Para atraí-los, divulga que a transação pode ser deduzida do Imposto de Renda. O anúncio foi publicado no dia cinco de janeiro e repetido em outras duas ocasiões. Segundo o diretor vice-presidente da Amazonas Forever Green, a entidade tem um projeto ambicioso: desenvolver, de forma sustentável, o pedaço do sul do Estado do Amazonas que lhe pertence. As terras da fundação estão localizadas no Município de Canutama, uma área denominada Seringal Novo Destino que pertencia à empresa Amazonacre-- Agropecuária Indústria e Comércio Representações Amazonas Acre Ltda., de Rio Branco (AC), cujo sócio-gerente é o latifundiário Falb Saraiva de Farias, um dos fundadores da entidade. O problema é que a fundação é desconhecida dos principais órgãos ambientais no Brasil. Até mesmo o IBAMA ainda não foi procurado pela fundação. Os fundadores do Amazonas Forever Green são latifundiários, pecuaristas, grandes agricultores ou comerciantes (FSP).