A Conferência Nacional de Meio Ambiente encerrou ontem em Vitória (ES) com a divulgação da Carta de Vitória, onde mais de 700 cientistas e técnicos ambientalistas solicitam ao Itamaraty uma mudança nos métodos de condução da Rio-92. Eles querem que os diplomatas definam responsabilidades entre países e os diversos itens sobre os temas mais importantes a serem tratados na conferência. O documento do país propõe, em relação ao desenvolvimento agrícola e à questão agrária, a eliminação de qualquer incentivo fiscal para as atividades agropecuárias, madeireiras e mineradoras nas regiões amazônica, do pantanal matrogrossense, nos cerrados do Centro-Oeste e nos tabuleiros costeiros. A Carta de Vitória reivindica também "royalties" para áreas preservadas de ecossistemas primitivos, de acordo com a biodiversidade nelas existentes. A Carta de Vitória pretende também que as bacias hidrográficas sejam consideradas a unidade básica de planejamento dos programas nacionais e internacionais de desenvolvimento e investigação científica (JB).