O Brasil quer um tratamento especial na renegociação da dívida de US$21 bilhões com o Clube de Paris. A proposta enviada ontem ao Clube pede o refinanciamento de cerca de US$13,5 bilhões, que, além dos atrasados (US$8,4 bilhões), incluem parcela da dívida principal já reescalonada em acordos anteriores não cumpridos. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, pediu ontem o apoio dos embaixadores do Grupo dos Sete (EUA, França, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, Canadá e Itália) para o pedido de exceção, no café da manhã no Itamaraty, em Brasília. Num gesto de boa vontade, como qualificou o ministro, o Brasil pagará uma parcela simbólica dos juros em atraso com o Clube antes do próximo dia 24, quando a proposta começa ser analisada pela instituição. O Brasil também está disposto a dispensar um tratamento melhor às agências de crédito dos governos credores (FSP).