A Rio-92 corre dois riscos. O primeiro é de ser um fracasso. O segundo é
45071 de produzir no país uma ressaca em torno das questões ambientais. A avaliação foi feita ontem, em Vitória (ES), pelo presidente do IBAMA, Eduardo Martins. "É preciso pensarmos que a conferência pode ser um fracasso", diz. Martins receia que o próximo Prepcom-- o último encontro internacional preparatório da conferência, em março, em Nova Iorque (EUA)-- resulte em mera retórica diplomática. "Pode ser que saiam do Prepcom apenas termos gerais, posições que reflitam um consenso que não diz nada", afirmou. Segundo o presidente do IBAMA, a posição brasileira é tentar uma discussão internacional que chegue às raízes das questões ambientais. "Se a conferência discutir só biodiversidade e clima, sem discutir modelos de desenvolvimento, ela será um fracasso", comentou (FSP) (O Globo).