Os presidentes dos oito países amazônicos e seus representantes deixaram Manaus (AM) ontem após assinar uma declaração e um documento conjuntos, em que afirmam que as nações ricas não podem impor controles ecológicos e condições aos países mais pobres. Essa posição será defendida pelos chefes de Estado na Rio-92. Segundo as 11 recomendações feitas pelos presidentes, os países industrializados têm responsabilidade histórica pela degradação do ambiente e devem, por isso, assumir também a responsabilidade financeira no desenvolvimento sustentável. O documento enfatiza o apoio da comunidade internacional às pesquisas e ações que colocam todos os países como "parceiros na mesma causa". O documento lembra também que "os benefícios econômicos e ambientais dessa cooperação serão comuns" (O ESP).