O cenário econômico e político, no qual vai ser realizada a Rio-92, não é dos melhores, na avaliação do Itamaraty. E isto por três razões: 1) A conferência acontece no meio de uma recessão mundial e há poucas chances de que este quadro seja revertido até junho. "Em consequência, haverá pouca disponibilidade dos países industrializados em contribuir com fundos e com programas como o da Floresta Amazônica", explica um diplomata. 2) A reunião do Rio coincide com algumas das mais importantes eleições primárias nos EUA. Isto fará com que a primeira potência mundial esteja mais interessada em seus assuntos internos", explica o mesmo funcionário. 3) A crise da antiga URSS tem agravado o quadro econômico mundial. Por outro lado, a conferência terá novos atores. "Virão 11 países da CEI, três países bálticos e talvez os dois países da antiga Iugoslávia", lembra o diplomata. Nesse quadro, os únicos países que talvez possam participar ativamente na formação dos fundos financeiros que se pretende criar na conferência são o Japão e, em menor grau, a Alemanha (O Globo).