Meninas indígenas vêm sendo contaminadas com doenças venéreas por garimpeiros e soldados do Exército-- muitas delas, atraídas para as cidades, entram em prostíbulos e acabam no tráfico de crianças pela Amazônia. A denúncia é assumida pelo CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e por lideranças indígenas do Pará, Amazonas e Acre. "A prostituição entre as garotas índias é alarmante", diz Antônio Aripuanã, coordenador da UNI (União das Nações Indígenas). Segundo ele, a índia vem para a cidade e não tem qualificação. Vender o corpo vira
44967 uma alternativa. Um documento a ser lançado este ano pelo antropólogo Antônio Maria de Souza, pesquisador do Museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), afirma que soldados em grupos violentavam índias em Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Há casos em que os caciques trocam meninas até por garrafas de cachaça (FSP).