A maioria das crianças que andam em Brasília mendigando, vendendo ou prestando serviços não se encaixariam na denominação de meninos de rua: 86% têm, mal ou bem, uma família, morando com ambos os pais ou um deles. Mesmo os que dormem regularmente na rua têm algum tipo de vínculo familiar e, muitas vezes, fazem aos seus barracos visitas semanais para estar com os pais (9%). Os números constam de uma pesquisa encomendada pelo governo do Distrito Federal à Soma, empresa de opinião e mercado de Brasília. A pesquisa revela, entre outras coisas, que a renda obtida pelas crianças é, em média, de Cr$5 mil diários, que são divididos principalmente com a mãe (66%). Só 18% dos menores trabalham para seu próprio sustento. Foram entrevistadas 235 meninos de rua (JB).