ONGS DIVULGAM CARTILHA A PARTIR DO ENCONTRO DE PARIS

Como ficaria o mundo se fossem adotadas sugestões de grupos ambientalistas, índios e mulheres, reunidos há um mês, em Paris (França), num encontro preparatório para a Rio-92? Logo de saída, o modelo econômico, político e social atual seria destruído. Tudo teria que começar do zero. Essas transformações globais fazem parte de uma cartilha preparada por mais de 800 Organizações Não-Governamentais (ONGs) presentes ao encontro de Paris. A cartilha começa questionando um princípio precioso para a economia liberal: o crescimento econômico. Segundo ela, os países devem adotar o desenvolvimento sustentável, onde o combate à destruição ambiental e aos problemas sociais são prioritários. Isso é incompatível com o crescimento econômico quantitativo, dizem as ONGs. Ou seja, muitos países devem parar de crescer. O documento ataca os sistemas de governo. O atual sistema político é centralizado, destrói o senso de identidade e a capacidade individual, criticam as ONGs. A idéia é criar uma democracia participatória. Instituições como o Banco Mundial (BIRD), diz o documento, devem informar aos cidadãos sobre seus empréstimos. E mais: os países ricos devem parar de cobrar a dívida dos países pobres e transferir a verba de armamentos para a proteção ambiental e o combate à pobreza (O Globo).