O Ministério da Educação, por conta da política de contingenciamento de verbas adotada pelo governo federal no ano passado, encerrou 1991 com 9% a menos de recursos do que havia previsto com base no orçamento. Foram cortadas 40% das verbas repassadas da área fiscal para projetos e manutenção, o que obrigou o Ministério a alongar o cronograma de investimentos. Com uma receita formada basicamente pelos aportes de dinheiro do Tesouro Nacional-- que no ano passado representaram 65% do total de recursos disponíveis--, o Ministério teve de reavaliar suas prioridades. A política de gastos foi mais apertada em relação à aquisição de máquinas e equipamentos, e também a obras e projetos novos. Este ano a situação deve ficar ainda mais difícil. O governo prevê uma nova queda na arrecadação, e pretende estender a política de contingenciamento às despesas de pessoal, que mobilizam 65% dos recursos repassados pelo Tesouro. Os valores absolutos não foram citados (GM).