PROSTITUIÇÃO DE MENORES EM RONDÔNIA E NO PARÁ

No Estado de Rondônia, meninas adolescentes obrigadas a viver em regime de escravidão não são apenas convertidas em prostitutas por seus "donos", mas também em "aviões"-- elas entregam drogas na maioria das cidades do estado. Muitas delas tornam-se viciadas e parte da dívida com seus proprietários é utilizada para pagar a "mela", tóxico feito de pasta de cocaína. Rondônia é um dos principais centros receptadores de adolescentes destinadas à prostituição. Elas estão espalhadas não apenas pelas boates de Porto Velho, a capital, mas pelos garimpos, onde a prostituição se mistura ao tráfico de cocaína. A menor também é escravizada pelo cafetão ou dono de boate através do vício. O passo seguinte, além de vender o corpo, é tornar-se peça do tráfico. As meninas são endividadas e não conseguem mais sair do sistema. Na vila de Cuiú-Cuiú, Município de Itaituba (PA), a situação não é diferente. As meninas são escravizadas pelos donos de bares e boates, vivem da prostituição e do tráfico de drogas. Documento obtido por este jornal provam que, além de saberem dessa situação ilegal de lenocínio (induzir à prostituição e prática do tráfico de mulheres), a Polícia da vila (um delegado e dois policiais) recebem "cotribuições" dos donos de bares e boates para manter a delegacia. As "contribuições" variam de Cr$3 mil a Cr$4 mil por semana (FSP).