OS PRIMEIROS RESULTADOS DO CENSO DEMOGRÁFICO DE 1991

O Brasil cresceu na última década em direção às fronteiras agrícolas do Norte e Centro-Oeste, segundo dados do Censo Demográfico de 1991, divulgados ontem pelo IBGE. O aumento da população nessas áreas nos últimos 11 anos foi de 3,9% e 3% respectivamente, acima da média de 1,89% registrada no país. Em termos absolutos, as regiões metropolitanas concentram a maior parte dos 146.1 milhões de brasileiros. O total não inclui cerca de 2,5 milhões de pessoas que ficaram fora da contagem, número considerado dentro da margem de erro pelo Instituto, que é de 2%. As mulheres são a maioria, numa proporção de em média 100 para 97,99 homens. De acordo com os dados, o Brasil passou de 119.003.418 habitantes em 1980 para 146.154.502 no ano passado (crescimento de 22,8%). Do total, 72.171.165 são homens e 73.983.337 são mulheres. O Censo 91 apurou que a região Sudeste concentra 42,5% da população brasileira. No Nordeste estão 29%, no Sul, 15%, no Norte, 7% e no Centro-Oeste, 6,5%. Por estado, os números são os seguintes: Rondônia (1.130 mil habitantes), Acre (417 mil), Amazonas (2.089 mil), Roraima (216 mil), Pará (5.085 mil), Amapá (289 mil), Tocantins (920 mil), Maranhão (4.922 mil), Piauí (2.581 mil), Ceará (6.353 mil), Rio Grande do Norte (2.414 mil), Paraíba (3.201 mil), Pernambuco (7.110 mil), Alagoas (2.513 mil), Sergipe (1.492 mil), Bahia (11.802 mil), Minas Gerais (15.746 mil), Espírito Santo (2.598 mil), Rio de Janeiro (12.584 mil), São Paulo (31.193 mil), Paraná (8.416 mil), Santa Catarina (4.536 mil), Rio Grande do Sul (9.128 mil), Mato Grosso do Sul (1.778 mil), Mato Grosso (2.021 mil), Goiás (4.025 mil) e Distrito Federal (1.596 mil). Os 10 maiores municípios, em número de habitantes, são os seguintes: São Paulo (SP), 9.480 mil; Rio de Janeiro (RJ), 5.336 mil; Salvador (BA), 2.056 mil; Belo Horizonte (MG), 2.048 mil; Fortaleza (CE), 1.758 mil; Brasília (DF), 1.596 mil; Recife (PE), 1.290.149; Curitiba (PR), 1.290.142; Nova Iguaçu (RJ), 1.286 mil; e Porto Alegre (RS), 1.262 mil. O presidente do IBGE, Eduardo Guimarães, anunciou que o censo econômico, que seria realizado ainda este ano, foi transferido para 1993, por falta de recursos. O levantamento, feito a cada cinco anos, não foi incluído entre as prioridades de gastos do Ministério da Economia. Seriam necessários, hoje, Cr$250 bilhões para sua execução (O ESP) (FSP) (GM) (O Globo) (JB).