Apesar dos esforços para a preservação do meio ambiente, a qualidade de vida caiu vertiginosamente nos últimos 20 anos e as reservas naturais tiveram drástica redução. A conclusão é de um estudo do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), divulgado ontem em Nairobi, no Quênia. O estudo-- "O estado do meio ambiente 1972/1992: a salvação do nosso planeta"--, que será apresentado na Rio-92, aponta que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, responsável pelo efeito estufa (superaquecimento da Terra), aumenta 0,5% por ano. A temperatura média subiu cerca de 0,6 grau desde o início do século. O estudo prevê que, se não forem tomadas medidas drásticas, a temperatura média aumentará 1,2 grau até o ano 2000, 2,7 graus até o ano 2050 e 4,3 graus até 2100. O estudo ressalta como feito mais positivo a redução da poluição do ar nas metrópoles dos países ricos. A camada de ozônio-- que protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol-- está diminuindo 0,25% por ano. O estudo salienta que um por cento a menos de ozônio na atmosfera equivale a 50 mil novos casos de câncer de pele no mundo. O estudo assinala que cerca de 6,5 milhões de toneladas de dejetos são lançados no mar e nos rios todos os anos. E mais: a cada ano, sete milhões de hectares de terras cultiváveis são perdidos devido à erosão e à desertificação. O Pnuma recomenda a todos os países o reflorestamento dos bosques. Pede também que os países ricos reduzam o consumo de energia e de reservas naturais, como petróleo (O Globo).