GOVERNO ALTERA ESTRUTURA DO IBC

O ministro da Indústria e do Comércio (MIC), José Hugo Castelo Branco, anunciou, ontem, 10 medidas administrativas no Instituto Brasileiro do Café (IBC), que, segundo as informações, deverão proporcionar à autarquia uma economia anual estimada em Cz$320 milhões. São as seguintes as medidas adotadas: fechamento dos escritórios do IBC em Hamburgo, Milão, Nova Iorque, Beirute, Bogotá e Abidjan (os escritórios de Londres e de Tóquio serão reduzidos à categoria de representação); fechamento de 10 agências no país (atualmente existe uma em cada Estado); fechamento de três das oito agências regionais (já está decidido o fechamento das agências de São Paulo e Belo Horizonte); aproveitamento racional da rede de armazéns localizados em pontos estratégicos e com capacidade para conter uma safra de café. Serão aproveitados 48 armazéns e os 65 restantes serão alienados ou locados, dando-se preferência ao sistema de armazenamento do governo federal; concentração de toda administração central do IBC em Brasília; extinção do Grupo Executivo de Racionalização da Cafeicultura (GERCA), órgão técnico do IBC; suspensão imediata da distribuição gratúita de café a entidades do governo. Atualmente, o IBC distribui 50 mil quilos de café, mensalmente, no valor de Cz$4,5 milhões. Esta medida resultará numa economia de Cz$54 milhões por ano; venda de cerca de 200 veículos da frota de 321; venda de dois aviões e consequentemente extinção do grupo de vôo da autarquia que conta com nove pilotos; assistência aos funcionários que, em função dessas medidas, deverão ser remanejados. O MIC estima que 2800 funcionários, de um total de 4200, deverão perder suas funções. Em 15 dias será anunciada a formação do Conselho Nacional da Política Cafeeira (CNPC), que vai substituir as atuais funções do IBC e terá representantes do comércio, da indústria e do setor agrícola, num total de 20 membros da iniciativa privada. Este novo órgão deverá ser administrado por uma secretaria-executiva de até três membros e incorporará a Fundação Nacional do Café (FNC), responsável pelo setor de pesquisa. Ao justificar a criação do CNPC, o ministro disse que "o governo não planta, não cole, não vende e não exporta. Estas são atividades tipicamente empresariais" (GM).