A recessão está levando importantes estatais, como a CVRD, PETROBRÁS, ELETROBRÁS e CSN, a diversificar a produção, buscar novos mercados, dar prioridade às exportações e reduzir custos. O presidente da Vale, Wilson Brumer, disse que a empresa procura ampliar sua produção de ouro, de sete toneladas/ano para 12, e de alumínio, de 260 mil toneladas/ano para 340 mil, para fazer frente ao baixo preço internacional do minério de ferro, que proporciona 65% do faturamento da Vale. Além disso, a empresa já reduziu seu quadro de pessoal de 23 mil funcionários em 1990 para 18 mil no início deste ano. A PETROBRÁS igualmente está se preparando para enfrentar a recessão, embora seu orçamento tenha pulado de US$2,3 bilhões em 1991 para US$3,5 bilhões este ano. A estatal contratou a consultoria norte-americana Booz, Allen, Hamilton para conduzir seu processo de modernização. Já a ELETROBRÁS enfrenta sérios problemas, entre eles a dívida de quase US$2,5 bilhões das distribuidoras estaduais para com suas subsidiárias, o que a impede de fazer investimentos e ampliar sua capacidade. A CSN também enfrenta dificuldades por causa da queda do preço do aço no mercado internacional e da recessão no mercado interno. A estatal reduziu seu quadro de pessoal de 23,7 mil funcionários em abril de 1990 para 17 mil no início do ano (O ESP).