O país corre o sério risco de desabastecimento de combustíveis, pela primeira vez em sua história, em função do agravamento da situação financeira no setor, que atinge todos os segumentos, desde a PETROBRÁS até a distribuição, os fretes e a revenda. O alerta é do presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Omar Carneiro, que levou esta preocupação ao ministro da Infra-estrutura, João Santana, na última semana. Segundo ele, a grave situação se deve ao fato de os preços dos combustíveis estarem no patamar mais baixo dos últimos anos e, por isso, as empresas distribuidoras se encontram endividadas, algumas operando no vermelho, com redução da capacidade de investir para atender ao aumento do consumo, da segurança e da melhoria da qualidade dos produtos. O Sindicom apresentou ao ministro propostas para serem adotadas a curto e médio prazos. A curto prazo, a eliminação total das defasagens (cerca de 40%) até o fim do primeiro semestre deste ano. Outra proposta é eliminar no próximo reajuste a defasagem das distribuidoras, o que representaria um aumento no preço final de 3% na gasolina e de 0,1% na inflação (pela FIPE). A defasagem das distribuidoras é de 80%. A médio prazo, o setor propôs ao governo a liberação dos preços dos combustíveis a partir das refinarias (O Globo).