As Organizações Não-Governamentais (ONGs) de todo o mundo vão criar, durante a Rio-92, um fundo internacional independente-- chamado Banco Mundial Alternativo-- para o financiamento de seus projetos ambientais. A decisão foi tomada ontem, no Rio de Janeiro, durante a reunião dos coordenadores do Grupo de Trabalho Internacional (GTI), uma comissão de 16 representantes de fóruns nacionais de ONGs e redes internacionais de entidades, encarregado de preparar temas e relatórios preliminares que serão discutidos durante o encontro "Compromissos para o Futuro", principal evento paralelo à Rio-92. Nesse fórum, as ONGs votarão os tratados e a declaração de princípios a serem apresentados às delegações da ONU no Riocentro. O Banco Alternativo deverá começar a operar com cerca de US$150 milhões, que correspondem à fatia a ser reservada para as ONGs do total de US$1,7 bilhão que formará o Fundo Global para o Meio Ambiente a ser criado pela ONU durante a Rio-92. Os membros do GTI decidiram também criar, durante a Rio-92, um balcão internacional de transferência de tecnologia para facilitar o acesso das ONGs a produtos e processos para a preservação ambiental e para o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis (GM) (JB).