A Venezuela intensificou ontem as operações de guerra contra garimpeiros brasileiros que trabalham ilegalmente em território venezuelano, na fronteira com Roraima. Segundo o chefe de operações da Guarda Nacional, general Gaonzalo Bajales, o número de militares e técnicos aumentou de 1,4 mil para 1,7 mil homens. O número de helicópteros dobrou para 12 e o de aviões passou de quatro para sete. "Copiamos a experiência brasileira, que destruiu pistas para expulsar garimpeiros das áreas yanomani", diz Bajales. O comandante do Exército, Pedro Remigio Rangel Rojas, chamou de delinquentes os garimpeiros. O ministro interino das Relações Exteriores, Marcos Azambuja, condenou ontem a derrubada do avião de garimpeiros brasileiros pela Guarda Nacional da Venezuela, no último dia 16. "Houve um ato hostil, um ato grave e deplorável que custou vidas humanas", afirmou. Azambuja disse que o país vai intensificar o patrulhamento de fronteira na região do Parima e aumentar o número de marcos divisórios na área. Ele propôs que, a partir de agora, a vigilância na fronteira seja feita de forma conjunta pelos dois países. O secretário da Polícia Federal, Romeu Tuma, disse que a PF vai pedir a autorização do governo venezuelano para providenciar a Imediata retirada dos garimpeiros brasileiros" daquele país. Ele afirmou que há hoje cerca de dois mil garimpeiros em situação ilegal na Venezuela (FSP).