Passados dois anos e meio da suspensão das cláusulas econômicas do Acordo Internacional do Café, que estabeleciam quotas de exportação aos países exportadores, o Brasil já registrou perdas de US$6 bilhões com a queda das cotações do produto no mercado internacional, reduzidas à metade e não tem outra solução senão aceitar um novo acordo internacional, embora diferente do que vigorou até julho de 1989. Esta foi a conclusão a que chegaram os participantes da 93a. Mesa-Redonda do Jornal do Commercio, realizada recentemente na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Mesmo os defensores do sistema de livre mercado fizeram autocrítica e reconheceram que, com o mercado internacional dominado por meia dúzia de empresas, a liberdade antes propugnada virou uma utopia (JC).