Apesar do intercâmbio comercial entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai ter crescido 39% no ano passado (US$2,14 bilhões, na estimativa do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, da Argentina), as embaixadas e entidades que tratam da integração notam mais progressos políticos do que práticos no Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul). No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual de Assuntos Internacionais constata que, de certa maneira, há mais resistência do que proveitos entre o empresariado gaúcho. Os produtores do setor alimentício e os fabricantes de vinhos temem a concorrência dos argentinos, enquanto a área industrial ainda não consegue demonstrar a mesma competitividade de concorrentes paulistas. As exportações gaúchas não chegam a revelar um crescimento mais expressivo para estes países depois da assinatura dos principais tratados do Mercosul (O ESP).