O governo brasileiro acaba de informar ao governo norte-americano que só poderá manter a sua política de liberalização e abertura de mercado caso venha a contar com um apoio decisivo dos países ricos em seu esforço de obter uma renegociação favorável da dívida externa. A`s vésperas da reunião de diretoria do FMI, que no próximo dia 29 vai decidir sobre um empréstimo "stand-by" de cerca de US$2 bilhões ao país, as autoridades nacionais vêm intensificando um trabalho de "lobby" para evitar a prolongação do estágio de incertezas no setor externo. "A continuidade das amplas políticas de liberalização do Brasil vai depender da estabilização da economia. E, para tanto, o governo dá extrema importância à implementação do acordo com o FMI. Em segundo lugar, a abertura da economia vai depender num alívio duradouro do peso da divisa. Do contrário, as pressões sobre a balança de pagamentos poderão frustrar posteriores liberalizações comerciais", diz um documento entregue pela Embaixada brasileira em Washington à Comissão de Comércio Internacional (ITC) dos EUA (O Globo).