METALÚRGICOS CONTESTAM PRIVATIZAÇÃO DA PIRATINI

Os metalúrgicos de Charqueadas (RS) concluíram ontem um dossiê sobre irregularidades no edital de venda da Aços Finos Piratini. O documento servirá de base para ação tentando suspender o leilão de privatização da empresa, marcado para o próximo dia 12 de fevereiro. O sindicato da categoria aponta três irregularidades contidas no edital. A primeira refere-se ao preço mínimo de venda da estatal, estipulado em US$43 milhões, quando a União investiu US$330 milhões para a constituição da empresa. A segunda diz respeito à exclusão do preço mínimo de parcela de US$7,5 milhões correspondentes ao dissídio de 1991 dos 2.500 trabalhadores da Piratini, que se encontra em tramitação no TST. Os metalúrgicos protestam ainda contra o desconto de 70% concedido aos trabalhadores que desejarem comprar 10% do capital votante da estatal (JB).