O secretário-geral do Ministério do Planejamento, Henry Phillipe Reichstul, informou que o financiamento do Plano de Metas do governo, que prevê a aplicação de US$100 bilhões (Cz$1,4 trilhão) em 4 anos, foi aprovado sem a definição das fontes relativas a "créditos" do Banco Mundial (BIRD), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do aumento do endividamento do setor público, estimados em US$10 bilhões. O secretário-geral do Ministério do Planejamento considerou a hipótese de o BIRD vir a emprestar US$2 bilhões e o BID US$300 bilhões ou US$400 bilhões em cada um dos próximos 4 anos. Caso contrário, o governo terá de aumentar o grau do endividamento do setor público. Segundo Reichstul, as outras fontes de financiamento do plano estão, por estimativa, assim definidas: 23% serão gastos do Tesouro Nacional com custeio de administração da infraestrutura; 23% com recursos próprios das empresas estatais; 31% com fundos do Banco Nacional da Habitação (BNH), Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), oriundos das loterias e do Sistema Nacional de Previdência Social (SINPAS); e 13% do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), a ser criado com recursos dos recolhimentos compulsórios, da gasolina, do álcool e de ações das empresas estatais em poder da União (FSP).