A Justiça do Rio de Janeiro apurou que a maior parte dos bilhões de cruzeiros desviados nas fraudes contra a Previdência Social era distribuída dentro do próprio INSS. Na verdade, advogados como Ílson Escóssia da Veiga, considerado até então o maior fraudador, ficavam com a menor parte das quantias referentes às indenizações por acidentes de trabalho pagas indevidamente pelo instituto. O dinheiro grosso ia mesmo para os bolsos de procuradores que atuavam nas ações judiciais. Um exemplo é o ex-procurador Marcílio Gomes da Silva, de São João de Meriti, acusado de ter recebido em cheques 80% de uma indenização milionária. Marcílio, que só possuía um apartamento no Méier quando assumiu o cargo, em setembro de 1990, meses depois era proprietário de três apartamentos na Barra da Tijuca e de uma fazenda no Município de Resende (RJ) (O Globo).