Uma "guerra" das concessionárias estaduais de energia elétrica contra o decreto no. 409, que autoriza a transferência automática para a ELETROBRÁS de 40% das receitas das contas de luz, pode adiar ou até tornar inviável sua aplicação, postergando a crescente ciranda do calote do setor elétrico e ameaçando-o de desagregação e colapso, ao impedir o investimento na produção de energia. Além de prometer entrar com ação na Justiça arguindo a inconstitucionalidade do decreto, as 25 concessionárias, reunidas na Asociação das Concessionárias Estaduais de Energia Elétrica (ACESA), decidiram formar um cartel para boicotar a regulamentação da lei. Essas empresas, que não pagam à ELETROBRÁS pela energia que dela compram embora faturem as contas de luz dos consumidores, já foram beneficiadas em dezembro, com a aprovação pelo Congresso Nacional da rolagem das dívidas dos estados, que as livrou do compromisso de curto prazo de pagar US$2,4 bilhões de atrasados. Apesar disso, não concordam com a fórmula do governo para, a partir de agora, obrigá-las a pagar a energia que compram das subsidiárias da ELETROBRÁS, o que inplicaria no repasse de 40% do faturamento nas contas de luz (O ESP).