O Brasil está revendo com o FMI algumas das metas fiscais negociadas no final do ano passado, dentro do acordo de 20 meses do tipo "stand-by", e que estão contidas na carta de intenções entregue em dezembro ao diretor- gerente do Fundo, Michel Camdessus. A revisão dos números traçados para este ano-- indicando déficit operacional de 2,72% do PIB e déficit nominal de 18,38% do PIB-- tornou-se necessária para acomodar a diferença de Cr$2 trilhões que o Congresso Nacional deixou de aprovar no pacote de medidas tributárias. A receita fiscal para 1992 ficou em Cr$10 trilhões ao invés dos Cr$12 trilhões pretendidos pelo Ministério da Economia. A equipe brasileira que conduz as negociações em Washington (EUA) é chefiada pelo secretário nacional de Planejamento, Pedro Parente (GM).