Os líderes de todos os partidos no Congresso Nacional, inclusive o governista PFL, decidiram ontem arquivar o projeto de lei do Executivo que aumenta as contribuições previdenciárias. Em nota oficial, as lideranças anunciaram que não aceitam o aumento das alíquotas como solução para a crise da Previdência Social e sugeriram o remanejamento de verbas no orçamento como saída para pagar o reajuste de 147,06% aos aposentados e pensionistas. Para voltar a discutir o assunto, os parlamentares exigem que o governo apresente informações exatas sobre a situação financeira do sistema previdenciário e que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie definitivamente sobre a questão do reajuste. Enquanto isso, o máximo a que os parlamentares se declaram dispostos, até o fim do mês, quando termina o período de convocação extraordinário do Congresso, é garantir ao Executivo o equilíbrio temporário das contas. O secretário de Política Econômica, Roberto Macedo, disse que as metas econômicas propostas ao FMI (Fundo Monetário Internacional) poderão ser revistas "se ficar um buraco que o governo não possa cobrir" diante do reajuste de 147,06% para os aposentados (O ESP) (JB).