VETO PRESIDENCIAL NÃO IMPOSSIBILITA A ROLAGEM DA DÍVIDA DO RJ

O veto do presidente Fernando Collor ao artigo que permitia a amortização de débitos estaduais por meio da transferência à União de ações de companhias estaduais dificultou, mas não impossibilitou a rolagem da dívida do Estado do Rio de Janeiro. A avaliação é do secretário estadual de Economia e Finanças, Cibilis Vianna. O secretário acredita que mesmo a rolagem da dívida do metrô será possível em relativamente pouco tempo. A Companhia do Metropolitano, na origem um empreendimento federal, responde por 75% do débito de US$1,5 bilhão rolado no final do governo Moreira Franco, em condições semelhantes às agora oferecidas: vinte anos para amortização, parcelas semestrais corrigidas pelo IGP-M. Esse débito, que ficou fora da cobertura da lei recém-aprovada no Congresso por tratar- se de dívida já renegociada, é o principal obstáculo para a retomada dos empréstimos para o estado, pela agências federais de fomento e os organismos multilaterais, como o BIRD (Banco Mundial) (GM).