PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO SERÁ MANTIDO

Os ministros das Minas e Energia, Aureliano Chaves, e do Gabinete Militar, Rubem Bayma Denys, explicaram, através do "Diário Oficial" da União, que o Programa Nuclear Brasileiro será mantido com a construção das usinas nucleares de Angra II e III para operação em 1992 e 1995, respectivamente. Também terá prosseguimento o programa de domínio do ciclo do combustível, buscando "um equilíbrio cuidadoso entre as necessidades de suprimento energético, os custos comparativos da energia de outras fontes e o domínio imperativo da tecnologia nuclear". Serão mantidas as relações de cooperação nuclear com a Alemanha, inclusive quanto às suas implicações financeiras, mas levando em conta as modificações de ritmo adotadas pelo novo governo, bem como as mudanças estruturais a serem implementadas na NUCLEBRÁS, que será transformada em uma empresa responsável pelo domínio do ciclo do combustível, perdendo várias subsidiárias. Serão mantidas, ainda, as atividades de pesquisa mineral no Ceará e na Bahia, e reativada a prospecção de urânio e demais minerais nucleares com vista à exportação. A usina de enriquecimento a jato centrífugo só será concluída a sua primeira "cascata", sendo postergada a sua construção, que necessitará de investimentos da ordem de US$1 bilhão. O programa de investimento das duas usinas, incluídas no Plano de Metas, prevê inversões de Cz$18,7 bilhões para a construção de centrais nucleares, entre 1987 e 1989. De acordo com o Plano, a usina de Angra II receberá, no período, investimentos de Cz$12,6 bilhões e Angra III receberá Cz$6,1 bilhões (O ESP).