O chefe da Organização Internacional de Polícia Criminal no Brasil (Interpol), Romeu Tuma Júnior, vai investigar o envolvimento de brasileiros em fraudes cometidas pelo BCCI no exterior, calculadas em US$15 bilhões. Esta semana, ele pedirá ao subcomitê do Senado norte-americano os documentos que levantou sobre o banco, responsável, desde a sua instalação no país, entre outras irregularidades, por evasão de divisas. O ex-deputado Paulo Maluf foi um dos políticos a quem o BCCI recorreu para abrir sua filial no Brasil. Segundo documentos do Senado dos EUA, em seis de fevereiro de 1984, Maluf, então candidato a presidente da República, conversou por telefone com o representante do banco, S.M. Shafi. Dias depois, o genro de Maluf, Marco Antônio Michaluate, prometeu ajudar o BCCI. Ele disse que seu sogro era amigo do presidente do Banco Central na época, Afonso Celso Pastore (O Globo) (JB).