O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) será divulgado sem incluir os efeitos dos empréstimos compulsórios e servirá de base para os reajustes de salários, caderneta de poupança e OTN. O IBGE, por seu turno, vai elaborar o seu próprio índice, que será um meio termo entre o índice oficial do governo e o que incluiria os efeitos do compulsório, baseando-se no comportamento das ações das empresas estatais que comporão o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND). O IBGE continuará com a função de coletar e de formar o índice oficial do governo, que passa a ser chamado de Indexador", pois fixará os parâmetros para os reajustes dos itens que ainda continuam indexados na economia, como os salários e a poupança. O índice, porém, não mais será divulgado pelo IBGE e sim pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Estas medidas foram anunciadas ontem pelo ministro do Planejamento, João Sayad, e pelo presidente do IBGE, Edmar Bacha (O Globo).