Uma nova irregularidade foi descoberta nas compras do Ministério da Saúde. Pelo menos Cr$226 milhões foram perdidos na aquisição de comprimidos contra malária feita em outubro. A Fundação Nacional de Saúde comprou sem concorrência 3,6 milhões de unidades do comprimido Primaquina 15 mg da empresa Jarpan Fharma por Cr$86,00 a unidade, com um gasto total de Cr$313,4 milhões, conforme contrato publicado no "Diário Oficial" da União do dia três de outubro último. Nas farmácias de Brasília, na mesma época, o remédio poderia ser comprado por Cr$18,00 ou Cr$24,00 a unidade. Em Maringá (PR), onde já existe um hospital universitário, o Ministério da Saúde está financiando a construção de um outro, por US$20 milhões, o dobro do custo de um hospital, semelhante, inaugurado há dois anos em Cascavel (O Globo).