FISCAIS DESCOBREM TRABALHO ESCRAVO

A Secretaria do Trabalho de São Paulo denunciou, ontem, a existência de trabalho semi-escravo em cerca de oito companhias agrícolas que fazem extração de madeira e carvão vegetal na região sudeste paulista, em glebas alugadas entre as cidades de Itapetininga e Angatuba. A Secretaria ao fiscalizar três fazendas verificou que ninguém é contratado de acordo com as leis trabalhistas e o pagamento é feito para toda a família. É que cada trabalhador é obrigado a produzir um mínimo de 1600 a 1800 sacas de carvão, e como isso é impossível, há uma intensificação do ritmo de trabalho, provocando problemas de saúde e até risco de vida. Nessas condições, o chefe de família coloca a mulher e filhos pequenos de até quatro anos, para ajudarem na produção. As terras alugadas pertencem a grandes empresas como Conhaque Palhinha, Ripasa, Eucatex, Bradesco, Votorantim, Companhia Suzano de Papel e Celulose e Vito Faganella (O Globo).