Desde 30 de janeiro de 1989, o Município de Salvador (BA) tem grande parte do dinheiro de seus impostos sequestrada por empreiteiras, algumas das quais adquiriram este direito até o ano 2014, por meio de contratos firmados no fim da administração Mário Kértesz. Pelas contas da prefeitura, que briga na Justiça para acabar com os sequestros, até dezembro deste ano as empreiteiras ganharam Cr$35 bilhões, metade do orçamento da cidade para 1992. As beneficiadas são a Construtora e Pavimentadora Servia, Construtora Água Santa, Engepar e Goes Cohabita. O prefeito Fernando José diz que Kértesz fez contratos ilegais com as empreiteiras no valor de US$57 milhões e deixou o município em dificuldades financeiras. Nos últimos dois meses, a prefeitura vem sendo salva pelo governo do estado, que liberou Cr$2 bilhões referentes ao repasse do ICMS, sem que o dinheiro fosse depositado no Banco do Estado da Bahia, que tem ordem da Justiça para repassar às empreiteiras as suas partes (JB).