A prefixação de preços e salários, como instrumento adicional de combate à inflação, já foi discutida com técnicos do FMI (Fundo Monetário Internacional). Não há, na carta de intenções e no memorando técnico qualquer referência ao tema. Mas o Ministério da Economia pretende negociar com empresários e trabalhadores "algum mecanismo de coordenação de expectativas", caso as medidas ortodoxas não sejam suficientes para reduzir a inflação a 2% ao mês, no fim de 1992, conforme previsto no provável acordo com o FMI. "Mas a prefixação, ou qualquer outro instrumento de coordenação das expectativas, só será adotada se houver absoluta concordância das partes envolvidas. O governo não fará nada unilateralmente", afirmou uma fonte do Ministério da Economia (O Globo).