Os presidentes Fernando Collor e Carlos Menen assinaram ontem, em Viena (Áustria), em nome do Brasil e da Argentina, um acordo que coloca todas as atividades nucleares de seus países sob controle internacional. Após a solenidade, os dois dirigentes pediram aos países ricos ajuda aos pobres na busca de "desenvolvimento e justiça social". O diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Hans Blix, disse que "o tratado assinado torna o regime de não-proliferação mais prático". Considerados durante décadas como competidores no campo nuclear, Brasil e Argentina sepultaram ontem formalmente esse período com um tratado já tido como modelo para outras regiões. O acordo de salvaguardas estipula controles sobre as instalações, materiais, atividades e equipamentos nucleares dos dois países, tanto pela recém-criada Agência Brasileiro- Argentina de Contabilidade e Controle Nuclear (ABACC) como pela AIEA (O ESP).