O governo prepara medidas econômicas destinadas a reduzir o custo social do plano de ajuste acertado com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O anúncio foi feito ontem pelo secretário-executivo do Ministério da Economia, Luiz Antônio Gonçalves, que qualificou as ações de "contra- cíclicas". Entre as medidas, que devem entrar em vigor em janeiro, Gonçalves citou o apoio às exportações, a ampliação da área de abrangência do seguro-desemprego e a alocação de recursos para setores industriais que o governo considere estratégicos para a manutenção do nível de emprego. Também faz parte da estratégia do governo a canalização dos recursos do FAT (Fundo de Assistência ao Trabalhador) para apoio a empresas via Banco do Brasil e CEF (Caixa Econômica Federal) e o aumento dos investimentos das empresas estatais. Segundo o secretário, a ampliação de recursos para a exportação é possível porque o governo acertou em novembro os débitos do Fundo de Financiamento das Exportações, o que, na sua opinião, "estimula o setor privado a financiar" o crescimento dos negócios com o mercado externo. O acordo com o FMI prevê aumento no volume de exportações, de 31,8% em 1991 para 35% no ano que vem (O ESP) (O Globo).